Fraternidade Nuno Álvares

 

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D. Nuno Álvares Pereira filho de frei D. Álvaro Pereira, Mestre da Ordem do Hospital, Prior do Crato, e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal, nasceu a 24 de Junho de 1360, dia de S. João Baptista. Foi baptizado em Portalegre tendo como padrinho o Rei de Portugal, D. Pedro I.

Foi escudeiro da Rainha D. Leonor de Teles, esposa de Rei D. Fernando I, tendo sido armado Cavaleiro por ela com 13 anos, em Santarém. O seu primeiro mestre nas artes do manejo das armas foi seu pai, D. Álvaro Pereira.

Casou, em Vila Nova da Rainha, com D. Leonor de Alvim, uma senhora de Entre-Douro-e-Minho, cujo casamento foi presidido pelos Reis de Portugal, D.Fernando I e D. Leonor de Teles. Após o casamento foi viver num solar da família da esposa em Cabeceiras de Basto. Tiveram uma filha, D. Beatriz.

Foi um homem de grande e inabalável Fé, marcado desde a sua meninice pelas narrativas heróicas sobre o Rei Artur e dos seus Cavaleiros da Távola Redonda. Elege como seu alter ego, Galaad, um dos melhores, senão o melhor Cavaleiro da Távola Redonda.

Homem de armas de carácter inflexível, de grande coragem, com um grande ascendente moral sobre os seus homens de armas, mas ao mesmo tempo bondoso, sempre na defesa dos mais fracos e dos mais humildes.

Indivíduo de ânimo forte, coração leal, um visionário que toma a iniciativa de escolher como líder da revolução, D. João, Mestre da Ordem de Avis, cuja finalidade era defender a Independência de Portugal, liderando ele próprio o processo histórico. Inspira uma cega confiança naqueles que privavam de perto consigo, torna-se o braço armado da revolução contra a ambição de Castela em incorporar Portugal no seu reino. Ao Mestre de Avis, D. João, ligava-o uma forte relação de amizade, aliás recíproca, que se tinha forjado em tempos idos e que se aprofundou nas lutas e ideais que ambos defendiam juntos na defesa da soberania de Portugal.

Nas Cortes de Coimbra, o Mestre de Avis, D. João, é aclamado Rei de Portugal, e na sua defesa destaca – se o seu amigo, D. Nuno Álvares Pereira, para além do Dr. João das Regras, formado na Universidade de Bolonha - a primeira Universidade da Europa -, entre outras distintas personalidades nacionalistas da nobreza, clero e povo.

Foi nomeado por D. João I Condestável de Portugal, Fronteiro do Alentejo e Conde de Ourém, Barcelos e Arroiolos.

Participa em numerosas batalhas de que se destacam: Atoleiros, Aljubarrota, Ceuta.

O seu estandarte era de seda branca, dividida em quatro campos por uma cruz vermelha. Junto á haste, no quarto superior estava Cristo crucificado, com a Virgem e S. João Baptista a seus pés; no segundo quarto superior, Maria com o Menino ao colo; no terceiro quarto inferior, junto à haste, S. Jorge, orando a Deus; no quarto inferior, S. Tiago, apóstolo das Espanhas, em atitude semelhante a S. Jorge.

Homem magnânimo e benevolente mesmo para com os inimigos, imbuído sempre de boa vontade de servir, possuindo imensa generosidade, saciando fomes e premiando virtudes, numa ânsia de Caridade e Justiça. Foi um dos homens mais honrados e ricos das Espanhas.

Por fim, após a guerra ao serviço da Pátria, dedica-se á Paz. Manda edificar vários templos pelo país, em reconhecimento da ajuda Celeste pelos seus feitos nos campos de batalha, assim como o Convento do Carmo em Lisboa, no qual professa em 1423 na Ordem do Carmo, tornando-se frei Nuno de Santa Maria - tinha uma sua profunda adoração por Maria, Mãe de Jesus Cristo -. Ainda em vida o povo atribui-lhe prodígios de santidade.

Coragem Fé e bondade formavam uma aliança perfeita que o acompanhou até ao fim da sua vida.

Faleceu a 1 de Novembro do ano de 1431 - dia de Todos-os Santos

 

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